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Trabalho da Escola de Enfermagem é premiado na 31ª Semana de Iniciação Científica

O trabalho "Avaliação de alterações moleculares em pacientes com câncer colorretal (CCR) e aplicabilidade na técnica de biópsia líquida", de autoria de Marcela de Castro Bastos Rodrigues e orientação da professora Luciana Bastos Rodrigues, do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG, foi premiado na categoria Destaque Ciências da Saúde da 31ª Semana de Iniciação Científica. O trabalho premiado foi desenvolvido no Laboratório de Medicina Molecular da UFMG e está integrado à dissertação de mestrado da aluna Bianca Gomes Fernandes. A cerimônia de encerramento e premiação dos melhores trabalhos apresentados durante a Semana do Conhecimento UFMG foi realizada na última sexta-feira, 21 de outubro, no campus Pampulha.

PREMIACAO SEMANA CONHECIMENTOA Pró-reitora adjunta de pesquisa, Jacqueline Aparecida Takahashi, a aluna Marcela de Castro e a professora Luciana Bastos recebendo o prêmio

Marcela explica que o câncer colorretal destaca-se como a 3ª causa de morte por câncer no Brasil e seu diagnóstico precoce é um desafio. “O diagnóstico de CCR requer procedimento invasivo para a retirada do tecido tumoral, portanto, requer o desenvolvimento de um método de triagem com menor risco e custo, que permita o diagnóstico precoce e o monitoramento da doença. A técnica de biópsia líquida tem se destacado como interessante alternativa ao diagnóstico de CCR. Mutações associadas ao CCR se sobressaem nos genes KRAS, BRAF, TP53 e EGFR. Dessa forma, avaliamos alterações moleculares e aplicabilidade da biópsia líquida pela análise nesses genes em amostras de pacientes com CCR”.

O estudo contou com a participação de 42 indivíduos, principalmente do gênero masculino (59,5%), etnia parda (54,7%) e idade média de 63 anos. “Neste trabalho foram identificadas variantes alélicas influentes no CCR, associadas aos fatores de risco, como o etilismo, e pior prognóstico da doença. Demonstramos a aplicabilidade da técnica de biópsia líquida pela análise de ctDNA com alterações em KRAS. Por fim, torna-se necessário prosseguir com a técnica de biópsia líquida em outros projetos e realizar estudos com maior número amostral”, conclui a estudante.

Recorde de trabalhos apresentados
O vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira classificou o evento como um "grito de liberdade". Isso porque, depois de dois anos em formato remoto, a Semana voltou a acontecer presencialmente, “apesar das dificuldades financeiras e da continuação do enfrentamento à pandemia”.

“Foi muito importante perceber o retorno da energia na comunidade. O ‘grito de liberdade’ mostra a força da UFMG. Essa é nossa resposta: a gente preserva as atividades acadêmicas, apesar das dificuldades. Assim, mostramos que estamos aqui, e a Universidade permanece”, declarou.

Como enfatizou Alessandro Fernandes, a edição deste ano alcançou o recorde de número de trabalhos apresentados: foram 2.873, distribuídos entre os eventos promovidos por sete pró-reitorias, além da Diretoria de Relações Internacionais (DRI), do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (Ieat) e do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI).

Na 31ª Semana de Iniciação Científica, foram 1.889 participantes; no 12º Seminário de Iniciação Científica Júnior, 32 trabalhos; no 25º Encontro de Extensão, 627 atividades e 20 produtos; na 26ª Semana da Graduação, 157 trabalhos.

Na 12ª Jornada de Apresentação de Conhecimento Produzido pelos Servidores Técnico-Administrativos em Educação, foram submetidos 21 trabalhos; no 7º Seminário do Programa de Apoio à Inclusão e Promoção à Acessibilidade (Pipa) do NAI, foram inscritos 18 trabalhos. Além disso, o 5º Encontro de Mobilidade Internacional reuniu 10 apresentações, enquanto as mostras da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e de Pesquisa e Extensão da Rede de Museus abrigaram 34 e 65 projetos, respectivamente.

“Que isso sirva de resposta para aquela parcela da sociedade que ainda insiste em não acreditar na educação e na ciência”, desabafou o vice-reitor, sob aplausos.

Conheça os trabalhos premiados.

(Com Centro de Comunicação da UFMG)